Apesar da desaceleração econômica e dos ventos protecionistas, o mercado de arte contemporânea ainda está em expansão, liderado por Basquiat, Koons e Kaws, que compartilham quase 20% dos resultados anuais, segundo o relatório da Artprice.

    Entre 1 de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram realizados 284 leilões milionários, com 71.400 obras vendidas, ou seja, 195 diárias, de acordo com o relatório transmitido exclusivamente à AFP por esta empresa líder mundial de informações sobre o mercado da arte.

    As obras pertenciam a 21.996 artistas, quase o dobro de dez anos atrás.

    “Com a retração do crescimento, mas também o veneno do protecionismo, é raro ver um mercado tão otimista, maduro e estável”, disse à AFP o presidente da Artprice, Thierry Ehrmann.

    O “Fine Art” – pinturas, esculturas, instalações, desenhos, fotografias, gravuras e vídeos de artistas nascidos após 1945 – representam 15% do mercado global de arte, atrás da arte moderna (43%) e da arte do pós-guerra (24%).

    O faturamento foi de US$ 1,8 bilhões (cerca de R$ 7,32 bilhões), o dobro de uma década atrás. Os Estados Unidos e a Ásia representam 66% desse valor, segundo o relatório.

    Os três pilares econômicos desse mercado são os artistas americanos Jean-Michel Basquiat, Jeff Koons e Kaws, que compartilham 19% dos resultados mundiais.

    Apenas 12 mulheres estão no top 100 do faturamento, entre elas a americana Jenny Saville, a britânica-americana Cecily Brown e a americana de origem etíope Julie Mehretu.

    Nova York continua sendo o epicentro dessas vendas, gerando um volume de negócios 17 vezes maior que Paris e o triplo de Pequim e Hong Kong. Este último avança fortemente, concentrando 46% do mercado asiático e 14% do mercado mundial.

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