A partir deste ano de 2019, Diogo Nogueira engrossa o time dos artistas independentes que já não contam com o apoio (e as interferências…) de uma grande gravadora no processo de gravação e edição de discos.

    Desde que lançou o primeiro álbum em 2007, um registro ao vivo de show calcado no repertório de João Nogueira (1941 – 2000), pai do artista, o cantor e compositor carioca tinha a chancela de uma multinacional da indústria do disco. No caso, a EMI Music, gravadora encampada em 2013 pela Universal Music.

    Fora do modus operandi das grandes gravadoras, Diogo tem enfim a chance de alicerçar discografia que, a rigor, ainda resulta irregular no conjunto da obra.

    O sambista tem alternado álbuns vigorosos em que toma partido do melhor samba – casos do estupendo Bossa negra (2014), projeto assinado com o bandolinista Hamilton de Holanda, e do autoral MunduÊ (2017) – com discos em que, com a intenção de soar mais contemporâneo, o cantor acaba caindo no pagode genérico de tom romântico e sensual, caso do sofrível álbum Mais amor (2013).

    Ao longo dos 12 anos de carreira fonográfica, Diogo Nogueira cresceu muito como cantor e compositor. Por conta da nobre ascendência, o sambista sempre teve a chancela de bambas como Chico Buarque, que lhe deu a primazia de lançar o samba Sou eu (2009), parceria de Chico com Ivan Lins, em detrimento de Simone, cantora que também queria gravar a composição lhe mostrada por Ivan.

    Contudo, justiça seja feita, Diogo tem pavimentado o próprio caminho artístico com personalidade, sem negar a herança legada por João Nogueira, um dos maiores bambas do samba.

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