Compositor carioca que caminha para os 70 anos, a serem festejados em abril de 2019, o carioca Paulo César Pinheiro escreve música e poesia de forma compulsiva. Pinheiro já contabiliza mais de 1,3 mil músicas em trajetória de 50 anos que o tornou um dos letristas mais precisos da música brasileira.

    É certo que esse número continuará aumentando dia-a-dia – inclusive quando alguns dos versos apresentados em Poemúsica, livro lançado por Pinheiro neste mês de novembro pela editora 7 Letras, ganharem melodias do próprio Pinheiro. Ou, como é mais provável, virarem músicas pela inspiração de parceiros frequentes como Dori Caymmi, que inclusive já gravou álbum, Poesia musicada (2011), com repertório inteiramente criado a partir de poemas de Pinheiro.

    “Poemúsica é um livro com meus dons: a poesia e a música”, sintetiza o compositor. Poemúsica reúne 100 poemas. O poema que batiza o livro está alocado na introdução. Os outros 99 estão divididos de forma igualitária entre as três seções do livro, Poemétrica, Poemágica e Poemística, cada uma com 33 poemas.

    Do ponto de vista formal, os poemas da seção Poemétrica são os que em tese se prestam mais à música pelo ótimo acabamento técnico dos versos e rimas. São os casos de Doce, Facho e Ventania, para citar somente três entre os 33 exemplos desse formalismo de tom geralmente lírico.

    Contudo, qualquer um dos 100 poemas pode ganhar a dimensão musical. “Minha poesia vem de Deus, é antimedúsica / Plasma, do barro, gente, e faz, do nada, tema / Sopra o poema / E faz, desse assovio, música”, indica o caminho o próprio compositor letrista (mas também eventual bom melodista) nos versos da estrofe final que arremata o poema-título Poemúsica.

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