Produtor e baterista japonês, Kazuo Yoshida tem sido um dos principais propagadores do cancioneiro da Bossa Nova no Japão, país cujo mercado fonográfico é historicamente receptivo à música brasileira, sobretudo à Bossa Nova.

    No álbum Tambor sessions apresenta Órgão Bossa Trio, lançado neste mês de maio de 2019 no mercado brasileiro e ainda inédito no Japão, Yoshida explicita a devoção ao repertório gerado pelo movimento musical de 1958.

    Formado por Yoshida (bateria) com os músicos brasileiros Fernando Merlino (órgão Hammond e piano) e Zé Luis Maia (baixo), o Òrgão Bossa Trio toca 13 músicas – quase todas associadas ao gênero – em disco instrumental gravado no estúdio carioca Tambor com a adesão do toque do violão de Norihito Nagasawa em algumas faixas.

    Capa do álbum 'Tambor sessions apresenta Órgão Bossa Trio' — Foto: Divulgação / Deck

    Principal compositor do repertório inicial da Bossa Nova, o soberano Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) é o nome dominante nos créditos do disco, assinando músicas como Chega de saudade (com Vinicius de Moraes, 1958), Água de beber (com Vinicius de Moraes, 1961), Samba do avião (1962), Ela é carioca (com Vinicius de Moraes, 1963), Só tinha de ser com você (com Aloysio de Oliveira, 1964), Triste (1967), Retrato em branco e preto (com Chico Buarque, 1968) e Piano na Mangueira (com Chico Buarque, 1992).

    O Órgão Bossa Trio somente não apresenta um songbook de Jobim porque algumas poucas músicas, como Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966) e Upa, neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1965), são de outras lavras.

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