“Veep” voltou. E voltou tão bem! Tão boca suja! Com Selina concorrendo à presidência, o mesmo bando de incompetentes em sua belíssima equipe, o Jonnah também concorrendo à presidência. Caramba, que alegria. Se você não sabe, se nunca viu: “Veep” é a melhor comédia no ar hoje. Com a melhor atriz de comédia viva (ou de todos os tempos?), Julia Louis-Dreyfus, no papel da vice-presidente dos EUA. Está em sua última temporada, então sugiro que você que não viu vá ver desde o começo. É boa demais – e, bizarramente, realista demais. Da HBO.
    “Barry” também voltou. Voltou bem – confesso que tenho aflição de série que a gente vê esperando dar merda a qualquer momento, como foi o caso desse primeiro episódio. “Barry” é a série sobre um assassino de aluguel que quer largar tudo e se dedicar à carreira de ator, tirando que ele tem umas dezenas de crimes na carreira, é envolvido com a máfia tchetchena e outra coisas. Dá pra ler sobre a série aqui. E eu não acharia ruim se a segunda temporada virasse uma série sobre a vida de Hank, o mafioso tchetcheno mais fofinho da TV. Da HBO.
    Eu não estava achando a segunda temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” muito empolgante não, confesso – tirando as partes do stand-up, sempre geniais. Aquele acampamento de férias me cansou seriamente. Mas aí teve o episódio sete – o que termina com o Yom Kippur -, que foi sem dúvida uma das melhores coisas que a Amy Sherman-Palladino já escreveu, o que equivale a dizer que é uma das melhores coisas já escritas para a TV. Daqueles que você assiste e termina mais inteligente, sabe? Da Amazon Prime Video.

    Ricky Gervais em After Life — Foto: Divulgação/Netflix

    Já viu “After Life”, do Ricky Gervais? É a série sobre um cara que fica viúvo, era muito apaixonado pela mulher dele, aí fica triste demais, odeia todo mundo, perde a vontade de viver. E é uma comédia. É a típica série Ricky Gervais (o cara que inventou “The Office”): sarcástica, constrangedora, politicamente incorreta, bem engraçada, um pouco aflitiva. Mas ao lado de toda a acidez característica dele tem um lado tão fofinho, piegas, clichê e adorável… Você ri, chora, abraça a TV, fica com raiva de estar sendo manipulada, espantada com a obviedade de tudo e no fim termina gostando bastante do que viu. Ou foi isso que aconteceu comigo. Assista. Netflix. (Já renovaram para a segunda temporada).
    Eu queria dizer que minha comédia favorita dos últimos tempos é “Bojack Horseman”, do Netflix, mas eu comecei a ver tão tão atrasada que eu tenho vergonha, então quando eu ficar em dia com a série (já estou no meio da terceira temporada) eu venho aqui comentar como é boa demais. Mas demais.
    Tentei ver “Hannah” (Prime Video) mas larguei no meio do primeiro episódio. Devo retomar? Comecei a ver “Lodge 49” (idem), me pareceu legalzinha. Alguém?
    Depois de ver um comentário no twitter, me bateu uma saudadinha de “Billions”, série que amei loucamente na primeira temporada, gostei médio na segunda, me enchi muito na terceira com aqueles diálogos insuportáveis. Mas gostava tanto de todo mundo lá, detestava tanto aquela galera de azul da corretora. Aí ontem voltei a ver. Vamos ver quanto dura.

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